Cerca de 1 em cada 5 dos homens adultos, até a faixa dos 50-60 anos apresentam algum
grau de curvatura peniana. Destes, 10% poderia ter indicação para correção cirúrgica da
curvatura.
A curvatura peniana pode ser dividida em dois grandes grupos, sendo: aqueles que já
nascem com a curvatura (congênita) e aqueles que adquirem a curvatura ao longo da
vida adulta, nesse caso chamada de Doença de Peyronie (mais comum).
Existem diversos tipos de tratamentos disponíveis, porém nem todos tem eficácia
comprovada. De fato, o tratamento é basicamente cirúrgico, enquanto os tratamentos
medicamentosos (Vitaminas e colchicina, por exemplo) são apenas complementares e
geralmente não têm benefício cientificamente relevante. Já a Terapia de Ondas de
Choque apresenta potencial de melhora da dor apenas, sem redução da curvatura.
Metade dos homens com Doença de Peyronie evoluem com disfunção erétil. Desse
modo, quando coexistem problemas de ereção, geralmente a cirurgia da correção da
curvatura precisa ser associada ao implante de prótese peniana.
Há diversas de técnicas cirúrgicas para correção da curvatura peniana. Muitas dessas
técnicas correspondem a grande avanço da tecnologia em relação a engenharia de
transferência de tecidos (enxerto de pericárdio bovino à região da placa que causa a
curvatura).
Frente a uma condição complexa como a curvatura peniana, se inteirar sobre o assunto
nunca é demais! É necessário cuidado e bom senso para filtrar os tratamentos
milagrosos prometidos e a desinformação de colegas e da internet.


